A preocupação com a opinião do outro sobre nós é mais comum do que pensamos.
A angústia que vem a partir da pergunta “o que será que vão pensar de mim?” é tema comum e frequente nas sessões de terapia.
Damos tanto peso e tanta importância a essa pergunta que deixamos de fazer e desejar coisas que são muito importantes para nós.
Ficamos estagnados com a angústia e o mal-estar como companhia. Além de uma pilha imensa de “e ses…?” fazendo peso e eco no corpo.
“E se eu tivesse feito tal coisa…. ido para tal lugar… mandado mensagem para tal pessoa…?”
Paralisar diante do outro tira de nós as rédeas das nossas próprias vidas e a chance de escolher os rumos que queremos seguir e quem queremos ser. Tira a possibilidade de nos fortalecer e construir a nossa autoimagem, a nossa segurança e autoestima.
Nos afasta cada vez mais do que poderíamos ser se arriscássemos em direção de quem queremos ser.
Encerro esse texto com uma citação de Geni Núñez:
“Na busca de tentarmos ser o que achamos que o outro deseja de nós, constantemente nos perdemos, e essa perda tira o brilho no olho, soterra o encanto, esmaece a alegria”.

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