Vamos ser sinceros: ninguém gosta de se sentir desconfortável e angustiado e permanecer assim.
Dói. Incomoda. Remexe. Tira da zona de conforto. Aperta. Sufoca.
Fugir disso tudo parece muito mais fácil e seguro: pegamos o celular e rolamos o feed por horas; ligamos a TV e maratonamos uma série; entramos em um site e lotamos o carrinho de compras de coisas que não precisamos.
UFA! O desconforto sumiu.
Será mesmo?
Apesar de parecer mais seguro, esse caminho nos engana e afasta a angústia e o incômodo em uma falsa sensação de tranquilidade. O desconforto continua ali, escondido e esperando o momento para reaparecer com força total.
E nós seguimos em uma luta cansativa (e já perdida) de tentar abandonar esse desconforto.
E, muitas vezes, de tanto lutar, esgotamos nossas energias e acabamos paralisados.
Não estou dizendo que devemos nos entregar e deixar que essa sensação nos leve com força total.
Mas apenas nos permitir parar, atentos e com os ouvidos a postos, por tempo o suficiente de entrar em contato com esse desconforto e entender o que ele está querendo nos contar.
Encarar ele de frente é um caminho de transformação.
Pare, olhe, escute. Não tenha medo.
O que essa situação está querendo te falar?

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